Blog do Betusko

LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Archive for the 'CRÕNICAS' Category

Dançando sobre um 3X4

Cansado de ver o 3X4 dela  na minha carteira, rasguei-o em cem pedaços e pisoteei suas lembranças. Quem sabe assim eu conseguiria lhe esquecer, borrar do meu coração sua figura inesquecível seus olhos  azuis que derretiam desconfianças, seus cabelos de ouro que me deixavam hipnotizado, seu sorriso incandescente, indecente mesmo, com aquela pintinha marrom sobre [...]

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Memória das garrafas do beco

    Montes de garrafas dormem ao pé do muro cada uma tem uma estória para contar a de champanhe promoveu toda contente a comemoração do nascimento do filho do padeiro a de cerveja afogou as mágoas de um torcedor inconsolável mas o recipiente de vodka contou coisas  muito estranhas sobre drogas e baladas com [...]

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O piano de Thelonious Monk

As brancas e as negras são lascas mágicas de marfim a produzir sons inimagináveis, cujo eco puro e cristalino, escorregava pelas ruazinhas de uma New Orleans acanhada, mas não menos empolgante, berço do novo Jazz. Os negros dedos de Thelonious trançavam sonhos e ilusões na enfumaçada casa noturna onde os acordes dissonantes magnetizavam os ouvintes, [...]

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Vende-se um coração em bom estado

É uma boa peça, tem 47 anos de atividade ininterrupta, nunca pifou, tem todas as revisões feitas no INCOR, todo original,  nunca deixou seu dono na mão.  Esta é a descrição do hardware, entretanto, o software carece de pequenos ajustes, pois já  viveu muitas aventuras, fazendo seu dono rir muito, e chorar, também, é claro. [...]

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Sonho que virou pesadelo

            Dia destes encontrei, comendo um pastel em uma barraca de feira, meu amigo de infância Kiko que há anos não via. Voltei ao bairro para ir ao cartório  passar uma escritura de um terreno que eu havia vendido.              Kiko era daqueles amigos, pau-prá-toda-obra. Sempre disposto a todas as empreitadas; jogar futebol na chuva, [...]

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Êta, vida besta!

Há dias em que acordamos e pulamos da cama como um Curupira; com os pés virados ao contrário e uma vontade danada de dar bordoadas nos invasores da nossa floresta. E saímos assim, cambaleando em busca de um café puro e fumegante. Giletes velhas e sem fio rompem-nos a velha cara de pau matinal e deixam [...]

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Wandeca e o Poeta

        Era um domingo de inverno em São Paulo, findava o ano de 1969. Tarde gelada e úmida.  Estávamos todos no campinho de futebol, eu, o japonês Insamu, Mané e o Nenê. Procurávamos tampinhas de refrigerantes para retirar a cortiça na esperança de encontrar  vale prêmios. O pai de Nenê era dono de bar e já [...]

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