Blog do Betusko

LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Archive for the 'POEMAS' Category

O Fado que não se deu

Eu chovo, tu choves, ela chora pobre de mim, criatura insensata lavei os medos e os sentidos todos naquele aguaceiro sem fim deu dó ter esquecido os compassos daquele velho fado lisboeta pois que os dedos já não alcançavam a velocidade necessária ao bandolim enquanto o coração entristecido fazia de conta que ainda era Abril [...]

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CORDEL

“Quando Sérgio e Cristina ficaram vinte e cinco anos juntos” Noite de Lua artista Numa Sexta Feira quente No Bairro da Bela Vista Bem na frente dos parentes O “brimo” Sergio Miguel Um caboclo bem valente Resolveu mostrar que é gente E mudar a sua sina Casando sobremaneira “C´o”a bailarina Cristina     Foi um [...]

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Poema sobre tela de Antonio Parreiras

Obra de Antônio Parreiras – 1912 – Pinacoteca de São Paulo. DERRADEIRO COMANDO O cheiro de pólvora é forte Três urubus sobrevoam à distância O tiro entrou pela nuca Emboscada ou perseguição? Seria vingança ou tempos de guerra civil? O morto é jovem, o local descampado A arma na mão não foi suficiente para a [...]

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FLANANDO

Caminhar com a vida na corda bamba, com passos trôpegos, não deixa pegadas porém, deixa dúvidas, às vezes, dívidas outras vezes nos faz reféns de um falso equilíbrio no afã de alcançar a inacessível meta da felicidade freudiana que passa distante da metáfora do  anjo caído despencado do seu habitat natural no tremer da corda [...]

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O Corpo

  A nudez resplandece no espelho os braços caídos, sem jeito mudez nos gestos e pensamentos o olhar finge evitar verdades obscuras filtradas por pupilas azuis desejos são abortados   transmutam-se em cristais amorfos o perfil denuncia o nariz aquilino a boca só pronuncia silencio os cabelos louros, crescidos desde uma adolescência recente, atingem o [...]

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De pressão

 Cacos de mim, caídos na areia são cascas de coco ao pé da escada a esperar a redenção, a retomada, o ronco do motor em ponto morto, entediado fazendo contraponto com o pio da coruja albina  a implorar que a marcha seja engatada para a vida retomar seu curso natural.   Lascas de mim, dependuradas [...]

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Batendo na porta do céu

 Duzentos e trinta e uma almas, em fila indiana, batem à porta do céu, duzentos e trinta e um jovens purificados pela tragédia recente, buscam abrigo e amparo  na esperança de que o criador dos mundos os receba de braços abertos e derrame o bálsamo da consolação nos corações dos parentes e amigos.   Duzentos [...]

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Germinação

  Semente caída no mato do ramo ao bico de um tiê-sangue aponta  evidências puras das potencialidades da vida do anonimo trabalho das aves do reflorestamento natural do brilho da lua nas frestas da mata a zelar pela vida latente latejante no grão pequenino solto na terra húmida aparentemente abandonado cumprindo com humildade o seu [...]

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Providência

A nuvem madura deixa escorrer lágrimas cedendo á súplica do solo seco.    A semente  sorri agradecida.

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Aleph

    Grãos de chuva fina deslizando sob o vidro da janela libertam o feixe de pensamentos que a tarde fria insistia em obstruir receosa em perder o domínio de um momento melancólico   Como uma cunha em madeira de lei encharcada pouco a pouco com água do mar a quietude do momento é assaltada [...]

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