Blog do Betusko

LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Archive for the 'POEMAS' Category

Haicai

xícara de chá  sob o apito da chaleira    entra em puro êxtase  

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Desvelando segredos

Quando vi seus olhos perdidos na luz da lua percebi que éramos feitos de pedaços de sombra e luz, pressenti seus devaneios seus suspiros contidos perscrutei em seu semblante seu jeito de dizer não e sim permeei seus sentimentos vasculhei as frestas de seu ser, enquanto a cortina vermelha dançava de maneira envolvente embalada pela [...]

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Fruto vivo

      Natureza quase morta ganha vida no pincel de um Van Gog iluminado porém, de minha paleta acanhada salta apenas o improvável: um par de seios indecifráveis aflitos sob a luz mortiça da tarde que desenha sombras sobre a sacada                                                                daquele velho sobrado de Olinda, sempre disposto a um carnaval.     [...]

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Natal

No ventre da nova cidade brincavam os sapos e as serpentes cujas bocas malpassadas e rotas lançavam injúrias e chispadas. Dançavam com olhos de fogo os sapos e as serpentes, cuspiam nos olhos do céu pedaços de fim de ano, ano longo, ano louco ano sem estribos, sem tributos, ano arrastado, puxado a dentes cortado [...]

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Autolapidação

Toma nas mãos, todos os dias teu Malho e teu Cinzel e trabalha, trabalha com vontade na autolapidação desbastando as impurezas, cortando fora os vícios e as fraquezas de caráter para que um dia resplandeça, limpo e puro, tal qual um diamante, o homem perfeito que habita em teu coração!

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Game over

O tique-taque de seu coração já não se hospeda mais em meus ouvidos, ensurdeceu-me uma explosão prematura com a força bruta de dois mil megatons provenientes dos átomos precários do nosso amor insuficiente que tornou nossos caminhos bifurcados, reféns de um par de óculos com lentes bifocalmente trincadas pelo embate inglório entre a fome de viver, [...]

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Cartão maravilhoso de Sonia Regina

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Gavetas Purificadas

Hoje acordei justiceiro com fome de arrumar as gavetas  que vivem sempre abarrotadas de coisas sem valia, sem perdão cujo prazo de validade ficou para trás, sendo assim condenadas ao cesto implacável da cremação,   são fotos  sem enquadramento sem pé nem cabeça, são porcas e parafusos enferrujados  que habitam, há anos, em um tupperware [...]

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Castidade castigada

Tantas tentativas tímidas somente sons sibilantes, foi ficando fiapado olhando ondas ordinárias ponderando poéticos pensamentos averiguando aves ávidas ruminando  roucos rumores mentalizando minguadas mensagens enfim, evitando enganos ah, amor amordaçado!  

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Canção da manhã

Nuvens de poeira na estrada jipe serpenteando multidão de bóias-frias em marcha sol nascente se espalhando quero-queros em revoada gado ruminando no pasto galões de leite fresco  nas porteiras ribeirão cantando  sobre os seixos suave ranger de rodas de carroça galo  cocoricando no galho do abacateiro aboio de peão barítono apaixonado brilho e tilintar das [...]

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