Blog do Betusko

LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Archive for the 'POEMAS' Category

Quase um poema

chove na madrugada quente coração e mente estão atentos sob a luz tênue do abajur os versos vão sendo destilados em temas insuflados  de nós esotéricos como em um rosário de contas de vidro cujas esferas perfeitas rutilantes e benfazejas rejeitam as asperezas da vida e acolhem apenas o justo e o perfeito aos protótipos [...]

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Impreciso coração

Eu chovo, tu choves,  ela neblina pobre de mim, criatura insensata lavei os medos e os sentidos todos naquele aguaceiro sem fim deu dó ter esquecido os compassos daquele velho fado lisboeta pois que os dedos já não alcançavam a velocidade necessária ao bandolim enquanto o coração entristecido fazia de conta que ainda era Abril [...]

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A música da criação

som das batidas de um coração soam lembranças de velhos tambores tombam por terra conceitos antigos sobre homens, lutas e seus valores, do universo em formato de umbigo costurado por lendas mitológicas filosofias e religiões precedidas por evocações mágicas que sopram a sístole e  diástole, percursionistas dos corpos humanos entregues a um frenético ritmo da [...]

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Segunda divisão

a bola bate na trave o centroavante bate  a mão na cabeça o flash do fotógrafo bate na cara assustada do goleiro o juiz bate no cronômetro e ergue a mão para cima o coração do torcedor em desespero  bate e para, foi fulminante, o corpo do rapaz bate no alambrado e cai.

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Viuvez

antúrios, avencas e samambaias, ilustram a vida de Maria dependurada, envasada, prisioneira de um xaxim refém da solidão e da esperança o pequeno jardim acolhe a todos e não somente a Eva sem Adão, oculto sob o quintal do apartamento o resquício do Éden não presencia apenas lamentos e suspiros também contempla conversas filosóficas, névoas [...]

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É noite

É noite, os cães latem todos os cães, os amantes partem, todos eles se vão a lua quase morta de minguante anuncia que hoje é segunda-feira dia de apascentar o espírito de apalpar os calos do coração.   É noite, os anjos descem todos os anjos baixam e sob a batuta invisível tecem um pano [...]

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O pulsar do tempo

relógios quebrados não marcam o tempo apenas congelam a vida, suspendem a ação e a reação assim como um astrolábio poeticamente regulado nos conduz por mares nunca dantes imaginados, – nem por piratas ou pescadores de sonhos ainda mais por um alquimista que insista em converter seus cadinhos mágicos em vasos com flores de abril [...]

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Iniquidade

“chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira RJ” sorrisos incandescentes sobrepõem-se à angústia torniqueteiam aflições retardam o tremor das pernas bocas escancaradas encobrem saudades fracionam turnos de solidão selam bolsas lacrimais a gargalhada ainda ecoa no pátio onde em fila indiana os doze apóstolos pequeninos aguardam ansiosos o retorno ao céu.

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Folhas mortas

As folhas mortas desenham um balé sob o redemoinho girando, girando na cadência de Éolo sonhando, sonhando na canção do vento. Com vários formatos e tons multicoloridos os dejetos da Primavera estão livres para brincar e como são leves, alcançam rapidamente as pesadas portas do céu e fazem a festa com os querubins sob o [...]

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Sobre símbolos e signos

Ideogramas vermelhos alinhados sobre a pele alva transmitem verdades orientais, transmutam vontades urgentes aplacam a fome dos olhos mas da alma ingênua, latinamente aventureira, não saciam os desejos nem repelem os desvios dos caminhos bifurcados salpicados de amor e sexo temperados com a magia do sal que brota das lágrimas ora com o sumo doce [...]

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