Blog do Betusko

LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Archive for the 'POEMAS' Category

Adjetivos e substantivos

constelações de pensamentos insensatos sinalizam desejos inexplicáveis que, sem fazer cerimônia, adentram o coração dos poetas dos loucos e dos librianos como querendo inflar uma canção que brote do fundo de uma lata de óleo vazia esquecida ao pé de um cajueiro vergado sob o peso de seu fruto abundantemente maduro mas imprudentemente temporão deixado [...]

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Perdas e ganhos

Andar, correr, subir ladeiras, Abrir a boca e escancarar a garganta Para aparar as gotas gorduchas da chuva E fazer o coração reiniciar a nova viagem rumo ao sonho, Gritando em lá maior, com a aorta meio torta De tanto levar porrada da vida, de tanto tentar crer Que a esperança é a fé no [...]

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A Zé Rodrix

E agora, amigo Zé? Este caminho sem volta só nos causa revolta e dor esta passagem apressada viagem ao Oriente Eterno sem validar passaporte assim, feito gato fujão. E agora, irmão Zé? Cadê a chave da casa? Aquela do campo das flores onde os livros e os discos continuam a sua espera e a Esperança [...]

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Garça real

A graça da garça está no bico pico melancólico voo solidário visões mescladas de um único unicórnio solitário, perdido no mundo moderno onde o ovo e a gema não se toleram apenas se deixam fritar em tristes frigideiras enegrecidas carcomidas por décadas de vidas mal passadas nos botecos, sob batuques e baralhos vermelhos com os [...]

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Olhos fatais

Na tarde sanguinea do Farol da Barra contemplando as garças que pescam no mar meu coração oco vazio de paixões cansado da guerra refém das lembranças rasgado de dor insiste em bater na vã esperança que aquela baiana que vem requebrando ao som de Cayme Caetano e Afoxé me deixe fitar por quinze segundos seus [...]

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Palavras e canções

No oco do cérebro forjam-se palavras tecidas com fios crus de pensamentos emocionais, palavras sementes semanticamente arrancadas uma a uma por neurônios agitados e depois despejadas na garganta para o cantor soltar a voz e espremer os vocábulos até extrair o sumo que volta a preencher o oco do cérebro, assim nascem as canções.

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Inverno com Dante

Vago como um cometa errante em noites frias e enfumaçadas por entre vielas escuras, onde meu corpo é arrastado refém de correnteza fugaz que atrai alucinações. Emudecido, caminho ao léu, são muitos, muitos vácuos a percorrer em solidão, em cada bar, uma certeza: o pesadelo continua atroz, corrosivo, implacável arrancando-me um grito bestial do fundo [...]

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Sob tua essência

No derradeiro segundo um sol mortiço caía sobre a vida, matéria-prima da tua existência, em meros respingos de mansitude no rusca-rusca incandescível das tardes urbanas de onde saem devarinho as mariposas chinesas para esvoaçar ao redor de tua cabeça de porcelana tão frágil, tão rara…

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Catarse

Gritos agudos na gruta esvaziam o vão da alma valorizam a volatilidade febril das amarras e das correntes rasgando os ritos de passagem rindo dos ricos detalhes coloridos captados quadro a quadro por doloridos olhos inchados cujas pálpebras abrem e fecham ao comando das luzes estroboscopicamente negras e do vai e vem das víboras vibrantes [...]

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Fuga

Quero umas asas bem grandes destas que só os anjos têm para voar sobre os Andes para fugir para o além para deixar as mazelas das quais eu caí refém sem que me sobrem sequelas sempre que eu diga amém!

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