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LITERATURA, CONTOS, POEMAS E AFINS

Poema sobre tela de Antonio Parreiras

Written By: Roberto - nov• 09•13

Obra de Antônio Parreiras – 1912 – Pinacoteca de São Paulo.

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DERRADEIRO COMANDO

O cheiro de pólvora é forte

Três urubus sobrevoam à distância

O tiro entrou pela nuca

Emboscada ou perseguição?

Seria vingança ou tempos de guerra civil?

O morto é jovem, o local descampado

A arma na mão não foi suficiente para a defesa

O sol ainda não se desprendeu do horizonte

Os sonhos do rapaz já se desintegraram

Quem sabe Maria o esperasse em vão, na soleira do casebre

já pressentindo o vestido negro do luto iminente

Ou talvez os irmãos aguardavam o caçula

para celebrar a festa da colheita

Quem saberá…

Apenas o cavalo segue ali, companheiro de todas as horas

Lambendo a face do amigo caído,

A esperar pelo comando costumeiro:

Avante, amigo!

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